domingo, 10 de outubro de 2010

Panquecas da Nigella



Quando vi pela primeira vez esta receita de panquecas no programa da Nigella achei super prática, pois ela passa a receita da parte seca, que podem ser acondicionadas em um pote fechado, e a proporção da parte molhada para cada xícara de parte seca. Ou seja, você pode ter sempre em sua despensa uma mistura de panquecas pronta e rapidamente prepará-las quando tiver vontade.
Outra coisa que achei o máximo é que esta panqueca fica fofinha, aerada e super levinha, uma delícia para comer com geleia ou apenas uma manteiguinha.

Mistura de Panqueca
- 600g de farinha de trigo
- 50g de fermento em pó
- 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
- 1 colher de chá de sal
- 50g de açúcar

Esta parte não possui nenhum segredo: Misture muito bem todos os ingredientes e acondicione em um pote.

Panquecas:
- 150g da mistura de Panqueca
- 1 ovo
- 250ml de leite
-15g de manteiga

Em uma tigela adicione a mistura seca, logo em seguida o ovo e o leite. Derreta a manteiga e adicione na tigela. Com o auxilio de um fuet (caso não tenha um pode ser com uma colher mesmo, mas vai ser um pouquinho mais trabalhoso) misture tudo até obter uma massa homogénea, líquida e razoavelmente espessa.
Aqueça uma chapa antiaderente, ou mesmo uma frigideira antiaderente, e derrame pequenas quantias de massa. Você verá que a medida que a massa for "assando" bolhas irão se formar. Quando a massa já tiver dado uma leve corada nas bordas é porque já esta pronta para virá-la.
Sirva-as ainda morninhas.

Dica: Coloque no pote onde irá acondicionar a mistura de panquecas uma etiqueta contendo a maneira de preparação, assim você não precisará recorrer ao seu caderno de receitas toda vez que tiver vontade de preparar umas panquecas.







quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cogumelos melos melos



Neste final de semana fui ao mercado fazer compras e na parte das verduras estava tendo uma 'feirinha' com diferentes variedades de cogumelos a venda. Alguns deles eu nunca havia ouvido falar, e outros são tidos como os meus campeões. Ao todo eram 12 variedades distintas, e eu queria morrer porque não havia levado a câmera fotográfica para registar tudo! Na busca de poder registar ao menos uma parte de tudo que vi, sai comprando pequenas quantidades de cada variedade (e quanto digo pequenas é pequenas mesmo) e por fim acabei por comprar no total 200g de cogumelos de 6 tipos diferentes.

Irei fazer uma legenda com o nome da variedade e o preço no qual eles se encontravam, então começando por cima no sentido horário...
Cogumelo Marrom, 5,99€ o kg
Cogumelo Nameco (este laranja), 19,99€ o kg
Cogumelo Shitake (os marronzinhos escuro), 11,99€ o kg
Cogumelo Pé Azul (este com o caule grande e levemente azulado... tive até um pouco de medo de come-lo....), 21,99 € o kg
Cogumelo Pleuroto (este que não tem a forma tradicional de cogumelo), 4,99€ o kg
Cogumelo Enoki (a fofura em miniatura), 19,99 € o kg    

Bom a questão era: O que irei fazer com estes cogumelos tão diferentes em tão poucas quantidades???
Não demorei muito tempo pensando... e logo resolvi fazer um Rizzotto de Cogumelos

Receita:
- 200g de cogumelos diversos
- 200g de arroz para rizzotto
-500 ml de vinho branco (já falamos sobre vinhos antes, eu compro uma caixinha de vinho de mesa que não é ruim e é bem barata, caso esteja em um lugar onde os vinhos não tenham uma qualidade muito alta compre um vinho branco seco)
- 100g de queijo ralado
- 1,2 ls de água
- 1 cubo de caldo de legumes
- 1/2 cubo de caldo de galinha
- 1 colher de chá de alho em pasta
- 50g de manteiga
- 3 colheres de sopa de azeite

Coloque em uma panela a água e os tabletes de caldo, e leve ao fogo para ferver. Pique os cogumelos e reserve. Leve outra panela ao fogo e adicione a manteiga e o azeite, que impedirá que a manteiga queime. Depois adicione o alho, refogue-o até ficar levemente dourado e acrescente os cogumelos. Refogue os cogumelos e quando estes já estiverem um pouco murchos adicione o arroz para rizzotto. Refogue-o bem, e quando estiver começando a grudar no fundo da panela, adicione metade do vinho branco. Meio litro de vinho parece ser muito, e realmente o é, mas como os cogumelos tem um sabor madeirado, até mesmo terroso,  bastante marcante a acidez do vinho irá ajudar para balancear este sabor. Depois que o arroz já tiver absorvido a quantia de vinho, verta a outra metade, lembrando-se sempre de não parar de mexer. Quando a segunda quantia de vinho já for absorvida começa-se a colocar o caldo, uma concha por vez, até o arroz estar completamente cozido e com a consistência de rizzotto. Desliga-se, portanto, o fogo e acrescenta as 100g de queijo ralado, tampa-se a panela e espera em torno de 5 minutos. O queijo trará outra dimensão de sabores ao rizzotto. Antes de servir revolva bem o rizzotto para misturar o queijo, e sirva logo em seguida.
Se quiseres sirva a mesa um recipiente com mais queijo ralado, para cada pessoa colocar por cima do rizzotto a quantia que queira.
Como sugestão de bebida indico um Vinho Verde, que é deliciosamente fresco e leve.  


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PEQUENA PAUSA

No momento me encontro submergida em livros e matérias como Química, Física, Tapeçaria, Cultura Visual, Geometria... E enfim uma porção de coisas que tem feito com que eu passe longe da cozinha, e coma comidas semi-prontas ou feitas por terceiros....
Mas logo voltarei a postar mais receitinhas! (nem que sejam de têmpera rsrsrs)

OBS: A moça da foto não sou eu, e as imagens foram tiradas da net

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Se for a Portugal não deixe de conferir:

 Pasteis de Belém

Ninguém deve, por hipótese alguma,  passar por Portugal e deixar de experimentar os tradicionais Pastéis de Belém.
O Pastel de Belém é fruto da pastelaria conventual e é tido como o original. Como variação deste existe os Pastéis de Nata, encontrados em praticamente todas as pastelarias do país. Ambos são compostos por uma base de massa folhada e um delicioso recheio cremoso, porém, enquanto o recheio dos Pastéis de Natas é composto por Natas, o recheio dos Pastéis de Belém é composto por gemas de ovos, o que garante um sabor único.Sua receita é guardada em absoluto segredo, apenas o mestre pasteleiro possui acesso. 
Um pouco de história:
Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda numa loja precisamente uns pastéis de nata. Nessa época, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o seu acesso era assegurado por barcos a vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turistas que depressa se habituaram aos pastéis de Belém.

Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus descendentes.

No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a "A antiga confeitaria de Belém". Desde então, aqui se vem trabalhando ininterruptamente, confeccionando cerca de 15.000 pastéis por dia. A receita, transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na Oficina do Segredo, mantém-se igual até aos dias de hoje. Tanto a receita original como o nome "Pastéis de Belém" estão patenteados.


O sabor dos Pastéis de Belém é extremamente delicado. É um doce suave, de textura acetinada,  nem um pouco enjoativo, e a massa folhada é sensacional! Extremamente fina e crocante. Combinam perfeitamente com o açúcar e a canela que encontram-se a disposição nas mesas.

Normalmente a Pastelaria de Belém encontra-se lotada de pessoas, mas vale a pena ter paciência e esperar alguns minutos na fila, e mais alguns minutos até ser atendido,  para poder saborear estas delícias. E aproveitando que já esta lá, não deixe de provar os Pastéis de Bacalhau, que apesar de não ser tão famosos, também são incríveis e deliciosos. Só não se assuste se estiverem frios! Aqui em Portugal não se há o habito de come-los quentinhos.    

Caso esteja um pouco longe... mas queira conhecer um pouco da Pastelaria de Belém, entre em seu site, que é muito interessante, extremamente bem feito, e é possivel ver um pouco do interior da Pastelaria como também da confecção dos Pastéis. E peço que enquanto navegas preste atenção ao canto inferior esquerdo da tela.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Omeletes



As aulas mal começaram e meus cardápios já estão bem 'universitários'. Mas mesmo preparando coisas simples e rápidas não gosto de abrir mão do sabor. Por isso preparei estas três omeletes que possuem recheios bem distintos e cada uma é temperada de um modo diferente.

Omelete de Shitaki 

- 100g de shitaki fresco
- 2 colheres de sopa de cebola picada em cubinhos
- 2 colheres de sopa de shoyu
- 1 colher de chá de manteiga
- 2 ovos
- 1/2 colher de chá de pimenta preta moída 
- sal q.b.

Em uma frigideira derreta a manteiga e doure as cebolas. Acrescente o shoyu e em seguida o shitaki e refogue-o junto a cebola, reserve. Em uma tigela bata os ovos com o sal e a pimenta. Acrescente o refogado de shitaki e cebola e faça 2 omeletes.


Omelete de Mortadela de Frango e Queijo

- 50g de mortadela de frango picada em cubinhos
- 50g de queijo flamengo picado em cubinhos (ou tirinhas)
- 2 ovos
- 1 colher de chá de orégano
- sal q.b.

Bata os ovos com o sal e o orégano, depois acrescente os cubinhos de frango e de queijo e faça 2 omeletes.

Omelete de Rúcula com Tomate Seco

- 3 tomates secos
- 4 azeitonas recheadas com pimento
- 1 punhado de rúcula
- 2 ovos
- 1 colher de chá de tomilho
- sal q.b.

Pique os tomates secos e as azeitonas. Bata os ovos com o tomilho e o sal. Misture os tomates secos picados e as azeitonas, derrame na frigideira para fazer a omelete e logo em seguida coloque a rúcula. Termine de preparar a omelete.











domingo, 19 de setembro de 2010

Sandes



Ao assistir o programa "Festas Deslumbrantes" da Nigella me inspirei e resolvi fazer uma pequena "festinha" aqui em casa para o lanche da noite. É claro que não queria fazer nada complicado, e muito menos demorado ou trabalhoso, então montei dois tipos de sanduíchinhos (ou sandes). E como sobremesa servi um bolinho comprado no mercado, mas que é uma delícia!

Sanduíche (sandes) com patê de Atum com Cenoura:
- 8 fatias de pão de forma integral
- 2 cenouras pequenas
- 1 lata de atum
- 3 colheres de sopa (bem cheias) de maionese
- 1 colher de chá de mostarda dijon
- 18 azeitonas recheadas com pimento
- 1 colher de sopa de azeite
- 1 colher de chá de tomilho

Para preparar o patê, dei uma de Nigella, reservei 8 azeitonas (e os pães, óbvio) e coloquei todo o resto no processador, bati até ficar com a consistência de patê, montei os sanduíches (sandes) e para servir, os cortei na diagonal, obtendo 8 pedaços e com o auxílio de palitinhos espetei uma azeitona e cada pedaço.
Se você não tem processador pode simplesmente ralar a cenoura e misturar junto aos outros ingredientes, o resultado também é muito bom.










Sanduíche (sandes) de Rúcula com Tomate Seco:
- 6 fatias de pão de forma integral
- 5 tomates secos conservados em óleo
- Rúcula q.b.
- 9 azeitonas recheadas com pimentos
- Maionese q.b.
- 3 fatias de queijo flamengo

Pique os tomates secos em pedaços pequenos e reserve. Pique as azeitonas fazendo rodelinhas e reserve. Passe a maionese de um dos lado de cada fatia de pão, e monte os sanduíches (sandes)colocando primeiramente um punhado de rúcula, um terço dos tomates secos, um terço das azeitonas e 1 fatia de queijo. Para servir cortei o pão ao meio em sentido longitudinal.








sábado, 18 de setembro de 2010

Sopinha de legumes


Os ventos de outono começam a soprar em terras lusitanas, e o friozinho vem chegando. E para começar a entrar no clima nada melhor do que uma bela sopa. Esta é uma receita bem simples de uma sopinha de legumes, com bastante cenouras como é de meu gosto.

- 3 batatas médias
- 5 cenouras pequenas
- 1 abobrinha
- 1 talo médio de alho poró (alho francês)
- 1/2 cebola grande
- 1 colher de chá de açúcar mascavo
- 5 colheres de sopa de azeite
- 1 colher de chá de tomilho
- 2 colheres de chá de ervas da provance
- 2 colheres de chá de colorau
- 1 cubo de caldo de legumes
- Sal e pimenta do reino q.b.
- 1,2 l de água

Corte às cenouras em rodelinhas, reserve. Corte as batatas e a abobrinha em cubinhos, reserve. Corte a cebola em cubinhos, reserve. Corte o alho poró (alho francês) em rodelinhas bem fininhas, reserve. Em uma panela (melhor que seja de pressão) deite o azeite, os temperos, e o açúcar - que além de dar uma coloração muito bonita à cebola, quando usado em pequenas quantidades realça o sabor - e refogue a cebola. Em seguida refogue o alho poró (alho francês) e depois os legumes. Deite a água, tampe a panela e cozinhe (se for na panela de pressão cozinhará de 15 à 20 min).
Como acompanhamento servi uma baguette recheada com um creme de manteiga e alho (que é uma delicia, mas pode ser substituída pelo tradicional pãozinho de alho) e queijo ralado.

Dica: Um método prático e rápido para tirar a pressão da panela é utilizar uma colher para levantar a válvula. Como mostra a foto.