sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cachorrinho quente



Quem não se lembra da ansiedade de quando éramos crianças e tínhamos uma festinha de aniversário para ir? Sabíamos quem além de toda a diversão iríamos nos esbaldar em salgadinhos, docinhos e em um delicioso bolo. E um 'personagem' muito requerido para este tipo de ementa era o mini cachorro-quente. 
Inspirada nestas lembranças que um belo dia resolvi fazer um cachorro quente com o recheio daqueles mini cachorros-quentes. 

Molho:
- 1 vidro de salsichas
- 1 caixinha de extracto de tomate 
- 1 lata de milho
- 1/2 cebola picada em cubinhos
- 2 a 3 colheres de sopa de açúcar (de acordo com a acides do molho)
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1/2 colher de chá de tomilho seco
- sal e pimenta preta q.b.

 Montagem:
- pão de leite (pode ser o mini, ou não)
- maionese q.b.
- mostarda q.b.
- batata palha (opcional)

 Retire as salsichas do vidro e corte-as em rodelinhas, reserve. Em uma panela deite o azeite, o sal, a pimenta, o tomilho, o açúcar, e refogue a cebola. Após a cebola estar refogada acrescente o milho já escorrido e refogue-o. Em seguida acrescente as salsichas, refogue mais um pouco, e logo em seguida acrescente o extracto de tomate. Mexa bem e acrescente a água para obter um molho (normalmente acrescento a medida da caixinha e mais 1/3 dela, mas isso irá várias de acordo com a consistência do extracto de tomate). Misture e prove para ver se falta algum tempero, caso falte crescente. Deixe o molho ferver e as salsichas cozinharem no molho. Quando estas estiverem com aspecto estufado é que já estão cozidas.
Para montar é muito simples, corte o pão ao meio e recheie com maionese, mostarda e o molho e, caso queira, batata palha.


Obs: Para a foto usei um pão parecido com o francês, mas que não tem ma casquinha tão crocante, entretanto não é tão macio quanto o pão de leite. E ficou uma delicia.

 




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jantar Comemorativo



A boa notícia é que minha transferência para a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa foi aprovada. E uma boa notícia como esta merece uma excelente comemoração! Para isso resolvi fazer o meu famoso Carneiro (Borrego) ao Vinho e para acompanhar um delicioso Rizzotto de Shitaki.

Carneiro (Borrego) ao Vinho

- 1,3kg de pá ou paleta de Carneiro (Borrego)
- 1 caixinha de 1l de vinho tinto de mesa (sim, aqui em Portugal há vinhos que são vendidos em embalagens Longavida como leite e comummente são utilizados na cozinha, caso esteja no Brasil, onde os vinhos infelizmente são de qualidade inferior, compre uma garrafa de vinho tinto seco, pode ser a mais barata, mas é essencial que seja seco!!!)
- 1 ramo farto de alecrim
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1 dente de alho grande bem picado, ou uma colher de chá de pasta de alho
- 3 colheres de sopa de sal grosso

Sem sombra de dúvidas este é o melhor carneiro (borrego) que já comi. Ele fica extremamente macio, o sabor aromático do vinho com alecrim se impregnam em cada pedacinho dele e enquanto ele assa este aroma também é um deleite, perfuma toda a cozinha, a casa, a quadra... enfim é delicioso e o melhor de tudo é que o preparo é muito simples. Coloque o pedaço de carneiro (borrego) em uma assadeira que o acomode bem e que não seja muito rasa, lembre-se de colocar o pedaço com a capa de gordura voltada para cima. Faça muitos furos com uma faca afiada tentando ultrapassar todo o pedaço de carne. Salpique o sal grosso por cima, apenas na capa de gordura. Pique o alecrim com a mão e vá introduzindo pequenos ramos nos furos já feitos na carne, é como se estivesse plantando o alecrim. No final você deve apenas enxergar uma superfície cheia de  verdinhos. Salpique o alho por todo o pedaço, derrame o azeite também pela superfície e deite meio litro de vinho, reservando a outra parte para a confecção do rizzotto e também para regar o carneiro quando este estiver assando. Cubra a assadeira com papel alumínio e leve ao forno baixíssimo por cerca de duas a três horas. O importante nesta etapa é de tempos em tempos verificar a quanto andas o cozimento do carneiro, e caso esteja muito seco verter mais um pouco de vinho, para mantê-lo sempre húmido. Meia hora antes de retira-lo do forno, deve-se retirar o papel alumínio para que ele possa dourar.










Rizzotto de Shitaki

- 300g de Shitaki fresco
- 300g de arroz próprio para rizzotto
- 300ml de vinho tinto
- 100g de manteiga com sal
- 1/2 cubo de caldo de galinha
- 1/2 cubo de caldo de carne
- 1 cubo de caldo de legumes
- aproximadamente 1,5l de água


Lave o Shitaki e pique-o, o caule em rodelinhas finas e a cabecinha em filetes, reserve. Coloque a água para ferver com os 3 diferentes caldos, acredite em mim esta mistura é o que garantirá que você não precise acrescentar mais nenhum tempero. Espere ferver e abaixe o fogo para apenas mantê-la aquecida.
Em uma outra panela acrescente a manteiga e espere que ela derreta. Jogue o shitaki e o refogue até ele ficar um pouco mais escuro e dar uma leve murchada. Em seguida acrescente o arroz, mexa bem para que não grude e dê uma ligeira fritada. Acrescente o vinho e mexendo sempre espere ele ser completamente incorporado. Quando isto acontecer comece a acrescentar o caldo, uma concha por vez, e continue mexendo sempre. Quando o arroz já estiver bem molinho e o rizzotto já tiver com cara de rizzotto, ou seja todo o amido do arroz já tiver sido liberado, desligue o fogo, tampe a panela por alguns minutos, o suficiente para você levar o carneiro a mesa, e sirva.







segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Bacalhau com Tomate Seco e Cogumelos




- Um pacote com 800g de postas de bacalhau demolhada e congelada (este volume diminuirá após o descongelamento)
- 1 lata de cogumelos laminados (355g)
- 150g de tomates secos conservados em óleo
- 5 colheres de sopa do óleo do tomate seco
- 1 cebola média picada em cubos
- 1 colher de chá de alho em pasta (ou um dente grande bem picado)
- 2 colheres de chá de colorau
- 1/2 colher de chá de pimenta preta moída
- 1 colher de chá de tomilho fresco
- sal q.b.

Descongele o bacalhau e fervente-o rapidamente, reserve-o. Em uma frigideira deite o óleo do tomate seco, o sal e a pimenta, e refogue a cebola, depois acrescente o alho e continue a refogar. Escorra os cogumelos laminados e os acrescente na frigideira, refogue-os. Pique os tomates secos e também os deite a frigideira. Após alguns minutos deite o bacalhau  o colorau e o tomilho, mexendo tudo e desmanchando as postas do bacalhau em lascas. Após aproximadamente 10 min, quando o bacalhau já tiver se apropriado dos diferentes sabores, desligue o fogo e sirva.

Sugestão de acompanhamento: Arroz de gambas (camarão).


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Macarronada com molho bicolor

Macarrão sem molho ninguém merece. E melhor do que um: são dois!
Tendo isto sempre em mente é que costumo fazer uma macarronada com um delicioso molho vermelho junto de um delicioso molho de queijo. E esta combinação é perfeita, a acidez do molho vermelho quebra o sabor um pouco enjoativo do molho de queijo e este por sua vez quebra a acidez do molho vermelho. Enfim é perfeito, eles se completam, diria que é como arroz com feijão, ou mamão com açúcar, ou carne com batatas ou até mesmo abacate com sal (em homenagem aos meus amigos latino-americanos rsrsrs).
As medidas que irei passar podem ser alteradas, de acordo com o número de pessoas que irão comer. Ou podem ser ligeiramente modificadas, incrementando-as ou fazendo com o que há disponível em sua geladeira.
Costumo fazer primeiro o molho vermelho, que requer um pouco mais de tempo de preparo mas é mais prático, depois, enquanto o molho vermelho ferve, coloco o macarrão para cozinhar e me dedico ao molho de queijo.
As massas que indico para acompanhar esta receita são o penne ou o conchiglione pois elas conseguem conter mais os molhos. Mas também fica uma delicia com o tradicional linguine.
Molho vermelho
- 2 tomates maduros
- 250 g de extracto de tomate
- 1/2 cebola pequena picada em cubos
- 1 colher de chá de pasta de alho ou 1 dente de alho bem picado
- 300 ml de água
-3 colheres de sopa de açucar
- 2 colheres de sopa de azeite
- 1 colher de chá de pimenta preta moida
- 1 colher de chá de ervas da provence
- 1 colher de chá de colorau
- 1/2 colher de chá de tomilho seco
- sal q.b.
Pique os tomates em pequenos cubos e reserve. Coloque em uma panela o azeite, espere que ele aqueça um pouco e coloque as cebolas, refogue-as rapidamente e acrescente o alho. Enquanto refoga acrescente os temperos: sal, pimenta, ervas secas e colorau. Depois acrescente o tomate picado e em seguida o açúcar. Refogue até o tomate soltar bastante líquido. Depois acrescente o extracto de tomate e em seguida a água, deixe ferver sem tampar para reduzir um pouco a água e apurar os sabores.
Molho de queijo
- 800 ml de leite
- 3 colheres de sopa de manteiga
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo
- 150g de queijo emmental
- 100g de queijo de ovelha amanteigado
- 100g de mistura pronta de 3 queijos para gratinar ( 50% de emmental, 30% de cheddar, 20% de gouda)
- 1/2 colher de chá de pasta de alho (opcional)
- pimenta preta moída q.b.
- sal q.b.
Faço esta receita com os queijos disponíveis na geladeira, o segredo é buscar usar um sabor forte, que no caso vem do queijo amanteigado de ovelha, mas poderia ser de um queijo gorgonzola ou brie. Um sabor picante, que no caso vem do emmental, mas poderia perfeitamente ser substituído por um parmesão. E um sabor neutro, mas que dá textura, utilizei para isto uma mistura de queijos pronta, mas poderia ter utilizado um queijo flamengo, ou prato, ou muzarela.
A confecção deste molho é um pouco mais delicada. Primeiro se faz a base com um molho bechamel. Para isso acrescente em uma panela a manteiga, deixe derreter e, caso escolha, acrescente o alho. Após a manteiga já estar derretida acrescente a farinha a pimenta e o sal (caso os queijos não sejam muito salgados) mexa até formar uma massinha dourada, em seguida acrescente o leite e mexa energicamente para dissolver a farinha e não empelotar (para isto recomendo utilizarem este instrumento maravilhoso que podem ver na foto, ou um fuet), vá acrescentando o leite e mexendo até a mistura tomar um aspecto líquido. Acrescente os queijos (para os moles pode-se apenas colocar pequenos pedaços, mas para os mais duros recomendo que os ralem antes). Mexa sem parar até o molho começar a ferver e engrossar. Quando já tiver engrossado desligue o fogo.
Para servir pode-se colocar o macarrão apenas com um pouco de azeite em uma tigela e cada molho em outras tigelas para que as pessoas fiquem a vontade para se servir, ou em uma única tigela colocar primeiro o molho vermelho, depois o macarrão e depois o molho de queijo.
Esta quantidade de molho serve perfeitamente 6 pessoas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Chocohotopots




Esta é uma receita da Nigella, com um dos muitos nomes inventados por ela, para aqueles dias em que a vontade de comer chocolate nos ataca. É muito prática, tem sabor encorpado e é deliciosa, lembra um petit gâteau, só que com a melhor parte 3 vezes maior.

- 125 g de manteiga
- 125 g de chocolate meio amargo (usei um culinário com 53% de cacau)
- 2 ovos
- 150 g de açúcar
- 3 colheres de farinha de trigo (usei uma autolevedante, pois era a única que tinha em casa)

Ao ler esta pequena lista de ingredientes fiquei um pouco na dúvida se esta receita realmente daria certo .
Comece por derreter em banho-maria, ou no microondas o chocolate com a manteiga e reserve. Em uma tigela a parte bata os ovos com o açúcar (não é necessário bater na batedeira!), depois que já estiverem bem batidos  acrescente a farinha e bata até que fique com o aspecto de gemada, você irá perceber que neste ponto ele parece muito liquido. Depois acrescente o chocolate derretido com a manteiga e continue a bater. Neste momento ocorrerá a magia da culinária, e o que tinha aspecto de gemada, razoavelmente líquido, irá virar um delicioso creme de chocolate encorpado. Se contenha para não atacá-lo e devorar tudo neste exacto momento! Coloque este delicioso creme em 4 potinhos de louça que podem ser levados ao forno e asse até que a superfície fique levemente rachada. No meu caso deixei passar um pouco do tempo e eles ficaram parecendo mais um bolinho, delicioso, mas não um creme quente. Para conferirem como eles deveriam ter ficado veja no blog chocolatria.






quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cuscuz Marroquino


Até assistir um programa da Nigella, onde ela passava uma receita de cuscuz marroquino, eu não conhecia esta comida, mas achei tão interessante e prático que ao ir fazer compras procurei o tal do cuscuz e o comprei.
Ele estava aqui em meu armário e ainda não havia surgido a ocasião de fazê-lo. Mas hoje resolvi prova-lo, e posso adiantar que ADOREI!!!
O cuscuz marroquino é feito de sêmola de trigo, se você está pensando em macarrão é porque fez uma boa associação! A sêmola é o componente básico para uma massa de macarrão de boa qualidade. O cuscuz marroquino ainda cru é um granulado de coloração amarela, e tem um cozimento extremamente rápido, o que o torna muito prático. Eu diria que fazer cuscuz é tão dificil quanto fazer um miojo. Outra coisa fantástica é que ele é extremamente versátil, pode ser feito com diferentes ingredientes e temperos, utilizado como acompanhamento ou prato principal, aqui vou deixar a receita que eu fiz apenas como inspiração para a receita que você queira fazer.
- 1 xícara de chá de cuscuz marroquino cru
- 1/2 cubo de caldo de legumes
- 1 colher de chá de açafrão
- 1 colher de chá de pimenta preta moída
- 1 colher de chá de ervas da provance
- 1 colher de sopa de azeite
- 4 colheres de sopa de cebola frita da IKEA*
- água fervente q.b.
Para preparar o cuscuz eu ignorei as instruções da embalagem e fiz tal como assisti no programa da Nigella.
Coloque a água para ferver. Em uma tigela coloque o cuscuz e os temperos, deixando de lado apenas as cebolas fritas, derrame a água fervente em cima do cuscuz e cubra todos os grãos deixando a água aproximadamente 2 dedos acima dos grãos, cubra a tigela com plástico filme e espere até que o cuscus absorva toda a água. No meu caso demorou cerca de 5 min, mas não sei se com outras marcas demora mais ou menos, o segredo aqui é realmente ver se ele absorveu toda a água da tigela.
Após ele ter absorvido toda a água retire o plástico filme da tigela e com a ajuda de um garfo solte delicadamente os grãos afofando o cuscuz. Para servir adicione as cebolas fritas.
* A IKEA é uma rede de lojas sueca que possui uma vasta gama de produtos de mobiliário, têxteis e decoração para casa, e em cada loja há uma sessão de comidas suecas. Um de seus produtos que sempre gosto de ter em casa são estas cebolas fritas, que possuem um sabor adocicado e são extremamente crocantes.

BERINGÉLICA

 Quem falou que beringela nunca pode ser gostosa?

Há pessoas que tendem a ter um certo preconceito quanto algumas comidas, e normalmente seus alvos são os legumes e vegetais. A beringela, coitada, acaba por ser uma das detestadas. Não sei se é por conta de sua cor roxa escuro, ou seu sabor amarguinho, ou sua consistência... 
Eu particularmente gosto de beringela, podemos dizer que não sou aquela fã numero um, mas também não torço o nariz ao vê-la, e adoro a lasanha de beringela!!! (ok, esta é fácil, quem não gosta de algo com muito queijo derretido e um delicioso molho vermelho?)
Bom mas a receita em questão é outra, é um delicioso modo de preparar beringela que minha cunhada Angélica me ensinou.

O único problema é que isso já faz algum tempo, e eu não anotei a receita, e a fiz da maneira que eu lembrava, mas depois do almoço, conversando com meu esposo que também comeu estas beringelas lembramos que ela havia feito de outra maneira, então a primeira receita é da maneira que eu fiz, e a segunda do modo que ela fez, ambos são óptimos, e você pode escolher qual prefere!

- 1 beringela média 
- 1 limão
- 1 colher de sopa de azeite de oliva
- 5 colheres de sopa de farinha de trigo
- sal q.b.
- pimenta preta moída q.b.
- óleo vegetal para fritar
(A quantidade de beringela pode ser maior, mas lembre-se que para isso terá que aumentar um pouco os outros ingredientes)

Descasque a beringela e corte-a em cubinhos de aproximadamente 2 cm3. Coloque-as em um pote de plástico que possua tampa, acrescente o sumo do limão, o azeite, o sal e a pimenta preta, tampe o pote e chacoalhe bem para que tempere todas as beringelas. Deixe-as descansar por alguns minutos para que peguem o sabor do tempero. Depois acrescente a farinha, tampe o pote, e chacoalhe muito bem novamente. Após este processo as beringelas estarão todas cobertas com farinha, e devido à humidade do limão e do azeite terão uma massinha envolvendo cada uma. Agora é só fritar. Não é necessário fritar por imersão, pode-se colocar em uma frigideira óleo suficiente para cobrir metade dos cubinhos, e depois vira-los, mas se você possui uma fritadeira, acredito que não tenha o menor problema em frita-las por imersão.

Receita original:

- 1 beringela média
- 3 colheres de sopa de farinha
- 1 limão
- sal q.b.


Descasque a beringela e corte-a em cubinhos. Coloque-as em um pote com tampa, acrescente a farinha de trigo, e chacoalhe bem para que as beringelas fiquem todas cobertas por farinha. Frite-as e sirva com sal e limão.